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Ensaios e Resenhas

O ensaio de hoje fala sobre "A importância da gestão de riscos para museus localizados em áreas remotas" de Micheli Martins Afonso, Karen Velleda Caldas e Juliane Conceição Primon Serres, que fala um pouco mais sobre o tornado que danificou o museu de São Miguel das Missões, o Museu das Missões após um tornado passar pela região em 2016. O trabalho foi apresentado no Simpósio Científico ICOMOS Brasil em 2017 e abre caminho para se pensar em museus fora das rotas turísticas tradicionais. Afinal, não é porque um vilarejo ou cidade é pequena que não merece ter a sua história contada e preservada.

Segue o resumo:

"Este trabalho versa sobre o evento que danificou cerca de 30% da imaginária sacra missioneira e as instalações do Museu das Missões, situado na cidade de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul. Construído junto às missões jesuíticas por Lucio Costa, em 1940, e considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1983, o museu foi atingido por um tornado em abril de 2016. Os resultados desse desastre evidenciam uma lacuna existente na instituição quanto à gestão de riscos, incluindo um plano de emergência vigente. Levando em consideração que o risco não está ligado apenas a fatores físicos e ambientais, mas também aos fatores socioculturais, econômicos e políticos, busca-se discutir a importância de programas de gestão de riscos direcionados para museus localizados em áreas remotas, visando utilizar sistemas sustentáveis e métodos exequíveis para a conservação dessas instituições de guarda. Esse artigo foi apresentado no Simpósio Científico ICOMOS Brasil em 2017 e apresenta alguns questionamentos preliminares que estão sendo trabalhados em tese de doutorado pelo programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas, sobre o papel da comunidade como agente de preservação. Esta análise parte do princípio que a conservação e a restauração devem cumprir um papel social, contribuindo para a extroversão da informação e para a capacitação de agentes culturais na preservação do patrimônio."

O trabalho toca em pontos importantes como agir em locais com pouco acesso, infraestrutura limitada para combater danos. Também traz a toma realidades de situações climáticas extremas, que a cada ano se tornam mais presentes no cotidiano nosso. Como nos preparar para isso? É uma questão complexa que requer um estudo disciplinar aprofundado em um futuro próximo.

E aí? Gostou? Não se esqueça que você também pode compartilhar o seu trabalho conosco para postagem!

Nos vemos na próxima!

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